.::desabafos de uma alma amargamente doce::.


23/12/2005


Não tenho mais vontade de atualizar esse blog.

Não tenho vontade porque não tenho paciência, nem interesse.

E também não tenho mais vontade de continuar aqui.

Essa cidade está me sufocando.

Pequena demais.

Mesquinha demais.

Eu quero mais e isso Manaus não pode me dar.

E eu não sei o que faço.

Ninguém mandou eu me precipitar...

Nem as libertine sessions me empolgam mais.

Nem o prazer que qualquer coisa daqui possa acarretar.

As coisas estão cada vez mais difíceis pra mim e pra pessoas que amo.

Casamentos teriam de ser benção...

E não dor.

Odeio coisas impostas.

Queria todo o sofrimento da noiva pra mim.

Incrível como o amor vira repulsa em três meses.

E não, isso não é pra você...

Escrito por _BiTtErSwEeT_ às 02h53
[ ] [ envie esta mensagem ]

13/11/2005


Desatino

 

Tudo mudou.

E já nem sei mais.

Os amigos, só os mais leais continuam.

E agradeço ao Divino por ser assim.

Se dói, é menos que antes.

Planos frustrados, vida incompleta e esperanças afogadas.

Por isso a vida se torna interessante.

Não consigo viver bem, tenho de estar no caos para ter o mínimo de paz.

Ele me olha de dentro de mim.

E já não tenho medo, descobri o que há depois.

 

Lembranças às famílias...

Escrito por _BiTtErSwEeT_ às 18h30
[ ] [ envie esta mensagem ]

19/10/2005


Bem...
Eu estou bem.
É até estranho...
Fico surpresa pelo modo como as coisas estão andando. E como estão me tratando. Já entrei na fase de nostalgia irremediável que me acomente antes de deixar qualquer lugar. E é desesperador ter de deixar tanta coisa pra trás. Ai... Nem sei porque estou tão bem. Sinto-me até culpada por não estar abalada como deveria.
Aliás, muitas atitudes minhas nesses últimos tempos são reprováveis. Impulsiva e fútil e fria e perversa, novamente. Mas sei que tudo tem explicação, afinal, e que serei (e estou sendo) perdoada. Esse desprendimento de orgulho me desconcerta. E esse sentimento todo que demonstram por mim. É tudo novo, mesmo que em uma espécie de revival.
Mas estou bem.
Exceto hoje, que estou inconstantíssima.
E meu dono me aguentando...
Pacientemente. Dá até raiva da paciência dele...
Mas sou um pet feliz, eu acho... ^^x

No final, tudo ficará bem e eu retomarei o controle total.
Talvez esse seja o erro.

Beijos pra quem me ama e me quer bem.
Só esses importam...

I am milk... ^^xxx

Escrito por _BiTtErSwEeT_ às 15h51
[ ] [ envie esta mensagem ]

14/10/2005


Juan postando.... e sem saber o que falar.
Mas por mais que eu fique sem saber, toda hora eu sei que posso te falar TE AMO.

Escrito por _BiTtErSwEeT_ às 11h54
[ ] [ envie esta mensagem ]

03/10/2005


Há algumas horas eu terminei de ler o Livro de Nod.

Uma hora depois minha febre aumentou e eu acho que tive alucinações...

A menos que vampiros existam mesmo e Caim tenha se apresentado a mim...

E Lilith ficado com ciúmes.

=P

Antes, minhas alucinações eram mais complexas, eram quase verdades.

 

Mudando de assunto, hoje é aniversário da Fabíola.

Feliz aniversário!

Muitos anos de vida, que você a estrague de um modo bem divertido, que dê tudo certo no final. Sucesso.

 

Mudando mais ainda de assunto: por que meu olho fica verde quando minha febre está beeeeeeem alta?

 

Beijos ( mas de longe, pra não pegar dodói) pra quem se importa e merece.

Escrito por _BiTtErSwEeT_ às 17h39
[ ] [ envie esta mensagem ]

15/09/2005


Nhah.

Triste.

E soh.

E o teclado daqui eh analfabeto.

Soh fala blogues.

Isso me irrita.

 

Meu aniversario foi estranho.

Foi bom.

Foi solitario.

Teve sugarcoma.

Foi um fiasco bem sucedido.

 

Deprimida.

E ninguem entende.

Soh a Claudinha....

Beijos pra ela.

Obrigada pelo post alusivo ao meu aniversario...

 

Amigos se distanciando.

Ou sou eu que estou diferente?

 

Minha mae eh perfeita.

Quer dizer... Naum eh naum.

Mas eh taum bom acreditar assim...

 

Beijos pra quem merece e se importa.

Escrito por _BiTtErSwEeT_ às 14h34
[ ] [ envie esta mensagem ]

01/09/2005


Para Thayamme.

 

Tenho sonhos em preto e branco, ouço vozes roucas, chamados constantes. Vivo em uma eterna fantasia, falo sozinha, irrito-me com o perfeito. Sou o retrato da demência. Carrego em mim todas as neuroses e psicoses em elevado estágio de evolução, minha essência é loucura e meu espírito é delírio. Possuo as marcas do desvario: a credulidade na verdade inexistente, a busca pela felicidade perdida não sei quando, a desonfiança nos que se dizem normais e olhos que miram o infinito mesmo fitando um objetivo material e frívolo. Ou em frente ao espelho. Principalmente em frente ao espelho, aliás... Cada dia não reconheço os traços do caos, a ebulição íntima que me toma a todo momento se faz visível em minha face maldita que não consegue resistir aos encantos da alma que nada faz além de sua própria vontade baseada em razões néscias e entorpecidas. A sobriedade que me restara transformou-se em fumaça, e de fumaça em nuvem, que precipitou-se em cima de meu reino utópico e fez chover radiação cancerígena sobre os sentimentos. O átomo desencadeante e quebrado fui eu mesma, partilhada, alterada e excitada, na constante venda de meus princípios duvidosos e valores baratos, de meus desejos vadios e provenientes da desordem. Tudo em mim é xepa, sou a carne gordurosa e nervurenta que restará entre as migalhas de tua mesa, ao menos que resolva ingerir-me e infectar tuas entranhas com o sabor putrefato que é inerente a mim. Conquistei a excelência da vagabundagem, busco o primor da ironia. Os apuros me são enojantes e a perfídia me acena ao lado. Se meretriz rima com perfuratriz, serei eu a enfiar-me me ti, e retirar o que ainda pode haver de bom entre tuas tripas com minha pua blindada com o significado alienado da extravagância presente no mundo sórdido do qual fazes parte. De podridão e devaneios me faço. E de sofrimento e sarcasmo me alimento, nada mais posso fazer senão tentar iludir-me que a lúcida sou eu e todos os outros padecem de distúrbios gravíssimos e incuráveis. Perjuro a própria insensatez espontâneamente de vez em quando para nem à ela me aprisionar. Minha sólida base é a ilusão, e o clamor da moral só tem de mim a resposta da surdez. Meus ruídos ásperos, cavos e espalhafatosos só servem pra sinalizar meu estado. A estridência de que me utilizo é falsa, mordaz e objeto de meu desfrute e consequencia da alucinação permanente. Me recuso ao tratamento por saber que para mim não há cura, uma vez que não há doença. Sou a dualidade em pessoa, o paradoxo encarnado, as duas faces da moeda em sensações, o antagonismo revelado, enfim, sou eu. Nada do que faço tem razão lógica dentro de si, tudo é infundado, desprovido de todo e qualquer respaldo imaginado. Sou o fruto da desordem, o resultado da desilusão, o deleite criminoso das paixões liberadas. Quando nada mais importar, e só quiseres birncar com as fartas e nefastas possibilidades, quando não tiverdes mais esperanças, quando nada mais possa ruir a não ser teu frágil fôlego vital, quando fores abandonado e cruelmente rejeitado, quando te tornares escravo das circunstâncias, serás tomado pela mesma essência que agora me compõe, te tornarás meu irmão idêntico em espírito e corpo, terás o brilho da insanidade no fundo das janelas de tua alma, que enganará e só se identificará realmente para teus novos e compreensivos parentes, singelos psicopatas, monstros mentais ensandecidos.

 

Porque ela pediu que eu escrevesse algo para ela. Mas quando ia escrever, veio isso. Em 10 minutos. Foi muito estranho... Adoro quando isso acontece.

 

Adriana está sem falar comigo. Eu não sei o que faço, não consigo perceber se há uma coisa certa a se fazer...

 

Foto com olhinhos separados... 7 da manhã...

 

Sofrendo por antecipação. Até casa comprada. Nunca compraram casa, não julgavam necessário ou inteligente. Agora compraram...

Praia. Praga homérica chamada areia e água salgada não sei por qual motivo...

Família. Essa é a pior parte. Não sei viver com família. Gente se metendo e dizendo que é pro teu bem... Liberdade vigiada mais vigiada ainda...

Solidão.

Mais.

Se é que isso pode ser possível...

 

Beijos para quem se importa e merece...

 

13 dias para o meu aniversário... Quero presentes. E cartões. E telefonemas.

Mas principalmente, abraços...

Escrito por _BiTtErSwEeT_ às 14h25
[ ] [ envie esta mensagem ]

24/08/2005


Agora o UOL leso e burro, diz que o blog não é meu... Ou alguám conseguiu minha senha... Mas como??? Aff...

Eu vou embora. Estão contentes? Espero que não, ou eu serei a única...

Reprovada. Mas já??? Já. Aliás, demorou até mais que eu pensava...

Carente. Sério??? Nem parece...

Sarcasmo excessivo e ironia extrema pra aguentar o inferno.
Desse jeito, nem o diabo me aguenta.

Cuidem-se meus filhinhos...

Escrito por _BiTtErSwEeT_ às 17h44
[ ] [ envie esta mensagem ]

16/08/2005


Todos parecem felizes na frente das câmeras. Quando vão pra casa, choram. Muito. Fingir felicidade, transparecer algo que não se tem deixa um vazio que dói e tenta consumir tudo à sua volta. Produz rios lacrimosos que escorrem nas faces dos fingidores, quando estes estão no refúgio de suas casas, lá, onde se sentem seguros e sozinhos. No caminho, às vezes. Quando já não dá mais para segurar a dor que irrompe o peito, as lágrimas ganham vida própria e atravessam os caminhos desconhecidos. Elas (as lágrimas) não temem sair de seus abrigos e rumar ao desconhecido, expondo as angústias de seus antigos aprisionadores. Ao contrário deles, elas se dispoem ao objetivo pelo qual foram inventadas. Quem inventou as lágrimas? Alguém poeta. Pois o ato de chorar envolve mais poesia que muitos atos tão cultuados. No entanto, ocorre verdadeiramente no solitário, no escondido, no escuro. Quando todos fecham os olhos e se desligam do mundo. Quando os sonhos são permitidos e lençóis alvos percorrem espumas e corpos, abrigando as fantasias deslocadas. Quando a imaginação toma forma e domina o mundo, enquanto do outro lado, outros se preocupam na claridade e no caos. A paz de uns é a agitação de outros. E a dor continua, só se esconde para mandar dizer que não existe. Ocorre na intimidade de si mesmo, na ciência do próprio ser. Quando nossas mentem se depositam no macio e os pensamentos se tornam tão cortantes que fazem com que cortemos os pulsos. Pelo menos o desejo de fazê-lo aparece quando nos dispomos a avaliar o que vivemos à claridade. Quando tínhamos que olhar nos olhos das outras pessoas e dramatizar sentimentos felizes. No que pensamos e o que fizemos. No que deixamos de fazer por medo das outras pessoas, ou pelo que elas iriam achar, ou pelo que elas irião perceber do nosso íntimo. Ocorre na dor de um ser que não se conforma com este mundo e tanta transcender o que sofre. Se ocorre na frente de outros, ou é de quem se tem confiança, ou é falso e sem valor, profanado pelo desejo de fuga. As lágrimas são sagradas, pois foram criadas por Deus e são uma forma de prece comovida, pois à medida que elas saem, e começam a secar, nos acalmamos e nos reconfortamos. Deus poeta deve tê-las criado para nos mostrar nossa fragilidade e delicadeza. Mostrar como somos impotentes diante de um mundo que nos açoita querendo receber sorrisos e agradecimentos pela alma machucada e o corpo ferido. Mostrar como nos sentimos melhor apenas com simples gotas salgadas, que quando chegam à boca, depois de já ter lavado o rosto sofrido, vêm com um gosto amargo e doce ao mesmo tempo. A língua passa freneticamente pelos lábios, recolhendo mais néctar para nutrir o espírito. Apenas com quatro elementos químicos nosso espectro sublima e se paralisa. Pelo menos a dor diminui ou adormece, esperando pelas próximas pancadas, quando novamente nos humilhará diante do mundo. O Poeta inventor das lágrimas talvez tenha posto o lirismo das gotas que levam um pouco de nosso interior para o mundo que nos aflinge na frequência em que elas ocorrem. A abundância de lágrimas não mostra necessariamente fraqueza. Porque a dor, às vezes, aceita ficar quietinha dentro de nós, só destruindo lentamente à nós mesmos, sem revelar aos outros a amargura que nos dá fôlego. E às vezes rompe todas as barreiras sem que sequer percebamos. Nem a ausência mostra necessariamente força, pois às vezes a dor é externada através de castigos para outros, na forma de um sadismo que a ninguém verdadeiramente causa satisfação. Mas as variações e o tempo e as situações que nos ocorrem para que elas caiam enfeitam a vida e a morte, como num ciclo harmonioso ordenado pela gaia. O Poeta pode ter trabalhado na frequência com que elas não ocorrem, as tornando especiais e únicas, pois cada gota daquela é composta por uma combinação única de sentimentos, que só nasce uma vez em todo o universo. Muitas vezes, elas são mais devastadoras que as tempestades. Apenas com algumas gotas purificam nosso interior, ou põe mais ódio dentro de nós pelo que nos causou a humilhação das lágrimas. E elas continuam trazendo em si algo de divino, talvez proveniente do Poeta. Pois no mal traz o bem. E no bem nos recorda do mal, para que não voltemos a pisar lá, na terra seca, onde só as lágrimas penetram, nos guiando para a calmaria. Desbravadoras de um mundo mau, elas enfrentam sem medo as barreiras que se impoem à elas. Se algo é fincado em meio a seus caminhos, elas apenas contornam o imprevisto. Elas traduzem os sentimentos conturbados dentro de nós, que acabam por ebulir na forma de água sagrada. Elas transformam dor amarga em água purificadora. Os rios que desenham a face devem pesar muito, pois geralmente quem chora de verdade abaixa a cabeça e a leva em direção ao peito, onde dói, onde as chagas tentam abrir. O fingimento da felicidade só produz mais dor, e mais depressão. Pois os conflitos podem ficar escondidos algum tempo, mas cedo ou tarde, vêm reclamar seus direitos de resolução, desejando rumar ao céu dos sentimentos. Lá, eles já não ficam mais envoltos em lágrimas para a hora do parto. As câmeras não filmam esse céu...

 

Ando entediada... E preocupada... Tudo tão sem graça... Beijos pra quem se importa e merece.

Escrito por _BiTtErSwEeT_ às 15h14
[ ] [ envie esta mensagem ]

14/08/2005


Feliz dia dos pais.

Amo meu pai.

Adooooooooooro.

Dei muitos presentes.

E cartões.

E desejei feliz dia dos pais muitas vezes.

Falsidade.

 

Perdi o celular.

Ou fui furtada.

Escrito por _BiTtErSwEeT_ às 18h33
[ ] [ envie esta mensagem ]

28/07/2005


Buh.

Só isso.

A vida é estranha.

Coisas novas.

E tudo continua incrivelmente monótono.

Talvez o problema seja o fato de eu sempre ser a mesma pessoa, queira ou não...

Então...

Escrito por _BiTtErSwEeT_ às 15h14
[ ] [ envie esta mensagem ]

26/07/2005


Não me choquei com o mensalão. Não me choquei com o envolvimento do Lula, em quem eu fui ensinada a acreditar e confiar e ter esperança desde muito nova, com corrupção. Mas agora eu tô assustada. E então, o que acontece agora??? Não vivi nada parecido do que está por vir. O inferno anuncia sua chegada. Ele visita dia quinze de agosto, passa de novo pra um café dia sete de setembro e aí espera pra se mudar de vez. Sim, eu me interesso por política. Desde sempre. Não demonstro, eu sei. E, em pouco tempo, vou demonstrar menos ainda. A vida é uma merda...

Escrito por _BiTtErSwEeT_ às 19h01
[ ] [ envie esta mensagem ]

13/07/2005


Eu quero alguém - Cazuza

 

Eu quero alguém
Na areia da praia
Eu quero alguém
Que use calça ou saia
Quero alguém
É melhor que nada
Quero alguém
Pra ter do meu lado

Pessoa rica
Pessoa pobre
Pessoa que ouve
Pessoa surda
Fria, bonita
Suja, cheirosa

Estou tão só
Meus pais não me conhecem
Meus amigos são chatos
Meu cachorro não me lambe
Mas eu quero alguém
Quero alguém

Eu quero alguém
Que me dê um cigarro
Quero alguém
Que puxe o meu saco
Quero alguém
Pra ir no cinema
Quero alguém
Não sou exigente

Quero alguém
Que seja gentil
Quero alguém
Que pareça com gente
Quero alguém
Na hora do jantar
Quero alguém
No Shopping da Barra

Pessoa jovem
Pessoa velha
Pessoa estranha
Pessoa santa
Diabólica, matemática
Emocionada, despreparada

Estou tão só
Meus pais não me conhecem
Meus amigos são chatos
Meu cachorro não me lambe
Mas eu quero alguém
Quero alguém

Eu quero alguém
Eu quero alguém
Eu quero alguém
Eu quero alguém

E vocês...?

Eu tô bem, eu acho... Ando tão melancólica que nem idéias auto-destrutivas me ocorrem... Precisando me salvar. Ou me perder, acho...

Escrito por _BiTtErSwEeT_ às 16h00
[ ] [ envie esta mensagem ]

30/06/2005


E ela sentia que caía... E onde estava sua famosa rede de proteção naquele momento? Talvez fazendo compras em um supermercado... Talvez preparando-se para deixá-la de vez... Talvez abastecendo-se apenas para tirar pequenas férias de problemas tão reais e profundos que nem eram considerados problemas... O erro não era dela e ela sabia disso. Ela sabia que pelo menos não era só dela... O cada um que faz o todo, não é?... Logo, ela sozinha não tinha culpa de seua pequenos delitos... Ou era esse um pensamento apenas para redimí-la de culpa e inocentá-la de todo mal?... O mal a companhava e ela era ele. E dele. Não por simples coincidência ou puro capricho do acaso... Mas porque ela o buscava e o amava. Como a si mesma. E o mal era seu próximo. E ela sabia que seu chão seria tirado de baixo de seus pés cada dia da sua vida, dali pra frente, até que ela se livrasse daquele mundo idiota e hostil. Que talvez fosse o único real culpado por suas paranóias e distúrbios, por todo mal que causava e recebia. O mal às vezes vinha em forma de amor, e ela não sabia direito como lidar com isso. Amava odiando e odiava amando. E ainda se surpreendia com isso. Os fatos iam se sucedendo de forma que ela ficava atormentada pela natureza das ações e pela veracidade incutida em cada uma delas. Às vezes o mal mandava lembranças e beijos aos amigos. E não desejava-lhe nada. E ela queria mais que tudo o carinho do mal...

 

Escrito em três de junho de dois mil e cinco. Numa fase bem chatinha: nada é bom o bastante para me fazer feliz, nada é ruim o bastante para me indignar.

Beijos pra quem torce por mim... E pra Josi e Drica: amigas, eu as amo!!!!!!!!!!!!!

Escrito por _BiTtErSwEeT_ às 15h15
[ ] [ envie esta mensagem ]

27/06/2005


Ela sabia que tinha sido cruel. Mas não sabia o quanto. E tinha consciência disso. Seus problemas pessoais tinham uma raiz diferente, e tomavam uma forma diferente por consequência. Talvez isso fosse o que mais a atormentava... O que ela tinha feito não era o problema em si. Gafes são cometidas todos os dias, e os ressentimentos são esquecidos, ou assim se finge. O problema era o fato dela ter se sentido bem ao fazer tudo aquilo, e premeditar, mesmo que brevemente, mas de forma extremamente lúcida. Era o fato dela não ter parado de imediato ao sentir o desconforto e o incômodo que causava, não ter tentado consertar. E nem se sentir culpada com o sofrimento de quem foi direta e fortemente atingido por isso. E sentir até um certo prazer, numa atividade sádica e cruel. Ela começou a ver que era cruel. E isso a fascinava. Seus atos e seu poder recém descoberto a levavam a auto-contemplação. E ela se sentia leve, plena e contente. E numa paz tão radiante, que sentia uma necessidade quase vital de espalhar seus feitos sórdidos para todos. E não se envergonhava. E se sentia de uma maneira inexplicável ao tentar convencer as outras pessoas de que o que ela tinha feito era absolutamente aceitável, justificável, e acima de tudo esplêndido. Era tudo quase um gozo. E ela se encontrava com uma alegria tão grande e nova que chegava a ficar parada, sem saber o que fazer, como uma pequena criança vendo pela primeira vez a praia majestosa, toda possibilidades, tudo desconhecido.

 

Escrito em dez de junho de dois mil e cinco. A vida tem seus mistérios... E o mundo dá voltas... O amigo de hoje pode ser o inimigo de amanhã.

 

Drica e Josi, mais que nunca, juntas nós somos poderosíssimas...

 

Babi, espero que você esteja menos chateada, mas não foi minha culpa.

 

A foto é minha...

Escrito por _BiTtErSwEeT_ às 17h02
[ ] [ envie esta mensagem ]
Busca na Web: